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Investigação de roubo do BC termina com 122 prisões e R$ 60 milhões recuperados

19/11 - 19:45 , atualizada às 20:00 19/11 - Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - Três anos e três meses depois de ocorrido o roubo de R$ 164 milhões no Banco Central do Ceará, o delegado de Polícia Federal responsável pelo inquérito, Antônio Celso, deu o caso por encerrado nesta quarta-feira. Ao todo, 122 pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o crime foram presas.

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Segundo o delegado, cerca de R$ 20 milhões em dinheiro vivo e “entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões” em imóveis e veículos foram recuperados. “Acho muito difícil que consigamos apreender o dinheiro que falta”, lamentou o delegado. Segundo ele, porém, “nunca houve uma recuperação em cash [dinheiro vivo]” desta magnitude no Brasil.

O assalto ao Banco Central ocorreu entre os dias 5 e 8 de agosto de 2005. Foram levados R$ 164,8 milhões em notas de R$ 50, por um túnel de 86 metros que ligava uma empresa de fachada à caixa-forte do banco. O crime só foi descoberto três dias depois.

A última pessoa presa pela investigação da Polícia Federal, apelidada de Operação Topeira, foi o ex-prefeito de Boa Viagem Antonio Argeu Nunes Vieira (PMDB). Vieira é acusado de ter financiado em R$ 100 mil a escavação do túnel. Em troca, ele teria recebido R$ 4 milhões do montante roubado.

Ao todo, 36 pessoas estiveram envolvimento direto no assalto, em postos de comando e execução do crime, como escavação do túnel e lavagem de dinheiro – 26 delas foram presas, quatro foram mortas, outras quatro estão foragidas, enquanto dois jamais foram identificadas. “Quase todos ligados ao PCC [Primeiro Comando da Capital]”, observou o delegado.

Em entrevista coletiva para anunciar o fim do inquérito, o diretor de combate ao crime organizado da Polícia Federal de Brasília, Roberto Troncon Filho, elogiou a ação e chamou a atenção para a “observância da melhor técnica e profissionalismo” que as ações da PF devem ter.

“Essa investigação é um exemplo de como a polícia deve proceder, com extrema observância da legislação vigente, observância e manutenção do sigilo necessário, e muita perseverança e persistência. A atitude da polícia deve ser observada pela lei”, disse o delegado.

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