19/11 - 13:54 - Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo
SÃO PAULO - O advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, pediu, nesta quarta-feira, acesso às gravações da reunião ocorrida em São Paulo com os delegados da Polícia Federal. A defesa quer também que o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, e o delegado Protógenes Queiroz sejam ouvidos como testemunhas. Nesta quarta-feira, De Sanctis recebeu as alegações finais do processo em que Dantas, o ex-presidente da Brasil Telecon Humberto Braz e o professor universitário Hugo Chicaroni respondem por corrupção ativa.
O juiz Fausto De Sanctis irá analisar o pedido. Caso ele seja aceito, deve ser marcada uma nova oitiva das testemunhas e uma audiência com os reús para confrontar os depoimentos. Do contrário, a setença deve ser dada em até dez dias. A sessão realizada na 6º Vara Criminal de São Paulo teve início às 10h15 e terminou por volta das 12h.
| AE |
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| Após sessão, Dantas deixa o Fórum nesta quarta-feira |
O procurador da República Rodrigo De Grandis disse nesta quarta-feira que o Ministério Público (MP) e a Polícia Federal (PF) realizaram novo inquérito e que há indícios de que o banqueiro Daniel Dantas cometeu o crime de lavagem de dinheiro. "Tenho certeza que haverá uma denúncia de lavagem de dinheiro", disse.
De Grandis afirmou ainda que há "provas suficientes para a condenação dos três acusados por corrupção ativa. "Daniel Dantas comandou toda a operação e a corrupção foi cometida para beneficiá-lo", disse. Conforme o procurador, o MP e a PF realizaram um novo inquérito em que há indícios de que Dantas cometeu o crime de lavagem de dinheiro. "Tenho certeza que haverá uma denúncia de lavagem de dinheiro", disse.
Dantas entrou no Fórum sem falar com a imprensa. Já o seu advogado subiu o tom contra o juiz De Sanctis e, questionado se tem medo que o seu cliente seja preso novamente, disse que "tem uma preocupação fundada".
"Eu confio no Poder Judiciário e evidentemente não confio no juiz De Sanctis. Doutor Fausto criou uma relação de apaixonamento no caso", afirmou. O advogado defendeu ainda que De Sanctis deixe o processo, pois está tratando o seu cliente como "uma espécie de troféu".
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