18/11 - 11:23 , atualizada às 11:23 18/11 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta terça-feira que nenhuma operação da Polícia Federal, por mais importante que seja, justifica excessos cometidos por policiais. A declaração foi uma crítica velada à Satiagraha, em que o antigo delegado responsável, Protógenes Queiroz, teria usado agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de forma supostamente irregular.
"Por mais correta que seja uma operação, no sentido de buscar os objetivos da investigação, isso não justifica desvio de conduta e nem elação de ilegalidades", disse.
Tarso ainda comentou que a atual fase por que passa a Polícia Federal, tendo um de seus delegados investigado, só é possível numa "sociedade democrática", e que a PF está aprimorando seus métodos de investigação tanto de crime quanto de seus próprios agentes.
"É por isso que os controles da PF estão sendo aprofundados. Os controles de corregedoria e os controles de sindicância e também os relativos à ação externa da PF no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e à evasão de divisas", disse.
Por fim Tarso negou notícias que dão conta de pressões, feitas pelo senador José Sarney (PMDB-AP), para sua saída do ministério. Também taxou como "intrigas" informações sobre a possível destituição de Luiz Fernando Corrêa do cargo de diretor-geral da Polícia Federal devido a problemas de relacionamento.
"O senador Sarney me telefonou ontem à noite e disse que sabe de onde saíram essas informações. Isso é intriga. Não há nada de absolutamente verdadeiro nisso", afirmou Tarso.
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