18/11 - 08:22 , atualizada às 13:50 18/11 - Redação
PORTO ALEGRE - A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta terça-feira, 13 pessoas suspeitas de integrarem duas quadrilhas que fraudavam a Previdência Social, entre elas dois servidores. Segundo informações da PF, um destes presos é um prefeito eleito da região do Vale do Taquari, no centro do Estado do Rio Grande do Sul. Os grupos atuavam no Rio Grande do Sul e concediam benefícios irregulares aos envolvidos. A PF estima que o prejuízo causado por essas quadrilhas é de, no mínimo, R$ 5,3 milhões.
Pelo menos 120 policiais federais e 12 servidores do Ministério da Previdência cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão estabelecidos pelas operações Chacrinha e Sonho Encantado. Todas as prisões foram realizadas.
De acordo com a PF, as supostas quadrilhas eram lideradas por servidores da Previdência. A irregularidade cometida pelo grupo consistia, principalmente, na inclusão de tempo de contribuição inexistente, que em alguns casos chegou a 30 anos.
| Divulgação |
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| Dinheiro apreendido em operação da Polícia Federal |
Os envolvidos nas fraudes poderão ser indiciados por estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas de informação, peculato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
A Operação Chacrinha recebeu este nome em referência ao apresentador Abelardo Barbosa, cujo sobrenome é o mesmo do principal investigado, um Coronel Reformado da Brigada Militar. Segundo a PF, ele teve 28 anos de tempo de serviço inexistente registrados no INSS, o que lhe rendia uma aposentadoria fraudulenta de mais de R$ 3 mil por mês. Ele ainda possuía diversos colaboradores a quem definia como “corretores”, encarregados de arregimentar pessoas dispostas a solicitar benefício previdenciário em troca de uma parcela do valor que seria recebido com a fraude.
No curto período que durou a investigação foi possível constatar que ele aumentou vertiginosamente seu patrimônio, reformando sua residência e de seus familiares, adquirindo imóveis, terrenos urbanos e veículos. O valor apurado de prejuízo até o momento é de R$ 330 mil nos cinco meses de investigação, podendo chegar a R$ 7 milhões.
Já a Operação Sonho Encantado foi nomeada de acordo com a cidade onde a quadrilha atuava concedendo os benefícios irregulares, Encantado. Os integrantes deste grupo aproveitaram-se do esquema para obter suas aposentadorias de modo fraudulento.
Segundo estimativas preliminares, o prejuízo aos cofres públicos supera R$ 5 milhões, sendo que este valor aumentaria muitas vezes se não fosse descoberto, pois os beneficiados permaneceriam recebendo a aposentadoria toda a vida.
Durante os cumprimentos dos mandados de busca, nesta terça-feira, já foram apreendidos U$ 53700, R$ 39.840 e pedras aparentando ser esmeralda (a ser confirmado pela perícia) e jóias.
Além da Polícia Federal, participam da operação também o Ministério da Previdência Social e o Ministério Público Federal.
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