16/11 - 08:47 , atualizada às 11:57 16/11 - Agência Estado
BRASÍLIA - Uma declaração atribuída ao delegado Protógenes Queiroz - mentor da ação que levou o banqueiro Daniel Dantas para o banco dos réus - amplia as suspeitas de que o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, foi monitorado no decorrer da Operação Satiagraha.
| Agência Brasil |
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Delegado Protógones Queiroz (à direita) |
A declaração foi atribuída a Protógenes em reportagens da revista Veja e do jornal "O Globo". O delegado está fora do País. Seu advogado, Luiz Gallo, disse que não conhece os fatos. "Não falamos de escuta telefônica."
De Heidelberg, na Alemanha, onde está em missão oficial e foi informado acerca dos desdobramentos do caso, Mendes disparou ontem mesmo telefonemas a três autoridades brasileiras - Tarso Genro, ministro da Justiça, general Jorge Felix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e Luiz Fernando Correa, diretor-geral da Polícia Federal. De todos, o presidente do STF cobrou "rápidos esclarecimentos de todo esse episódio lamentável".
Segundo o jornal "O Globo", integrantes da Comissão de Sindicância do Gabinete de Segurança Institucional suspeitam que o presidente da Associação dos Servidores da Abin, Nery Kluwe, tenha sido o autor do grampo contra Gilmar Mendes. Kluwe, que teria interesse na demissão de Paulo Lacerda da direção da Abin, negou envolvimento no caso.
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