14/11 - 09:14 , atualizada às 13:14 14/11 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - Após 16 meses de investigação, o Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo finalizou nesta semana o laudo sobre o acidente com o Airbus A320 da TAM. O primeiro parecer técnico e oficial sobre a tragédia que deixou 199 mortos em 17 de julho do ano passado deve ser entregue na segunda-feira à Polícia Civil, que apontará os responsáveis pelo desastre e dará o inquérito por encerrado, remetendo-o ao Ministério Público Estadual (MPE).
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Acidente com Airbus da TAM deixou 199 mortos |
De acordo com o fontes ouvidas pelo jornal "O Estado de S.Paulo", caberia à Anac editar uma norma que vetasse o pouso de aeronaves no Aeroporto de Congonhas quando as condições fossem adversas. No dia do acidente, chovia e a pista estava escorregadia.
A parcela de culpa da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) está relacionada a liberação do aeroporto para operar sem o grooving na pista (ranhuras que ajudam no escoamento da água).
Já a Airbus, fabricante do avião, classificou como "desejável" e não "obrigatória" a instalação de um alarme que auxiliaria os pilotos a corrigirem erros no manuseio dos manetes. Por isso, os computadores não advertiram para o risco de acidentes.
O erro da TAM foi o treinamento ineficiente fornecido aos pilotos, já que os comandantes Kleiber Lima e Henrique Stefanini di Sacco não fizeram o procedimento recomendado para aquela situação.
O acidente
No dia 17 de julho de 2007, por volta das 18h45, o Airbus A-320, vôo 3054, da TAM, que havia partido de Porto Alegre às 17h16, não conseguiu pousar na pista do Aeroporto de Congonhas.
A aeronave atravessou a Avenida Washington Luís e se chocou com o prédio da TAM Express ao lado de um posto de gasolina, causando uma forte explosão. Todos os passageiros do Airbus morreram, além de alguns funcionários da TAM que estavam no prédio atingido.
Este foi o pior acidente da história do País e deixou, ao todo, 199 mortos, superando o acidente com o Boeing 1907 da Gol, ocorrido em 29 de setembro de 2006 e que deixou 154 vítimas.
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