12/11 - 16:56 - Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O Ministério da Saúde precisará de um crédito suplementar de R$ 5,5 bilhões para o setor terminar o ano com fôlego, afirmou nesta quarta-feira o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Osmar Terra, em audiência pública na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados.
Terra aponta que o Orçamento da Saúde previsto para este ano era de R$ 54 bilhões. Até o início deste mês, porém, apenas R$ 48 bilhões haviam sido liberados pela União. Para 2009, devido à crise financeira internacional, o cenário pode ser ainda mais pessimista, segundo o presidente do Conass.
“Quando formos discutir a crise, vocês vão ver que a primeira área a perder é a Saúde. Os bancos não podem quebrar, não pode falar liquidez no mercado, as estradas não podem parar, então se preserva o PAC. E a Saúde, onde fica nisso aí?”, questiona.
Para a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit Mazzoli, o problema do orçamento é um pouco menor. “Para não apagar as luzes, eu preciso pelo menos de R$ 1,85 bilhão até dezembro”, disse.
Caso esse montante mínimo de R$ 1,85 bilhão não seja repassado à Saúde até dezembro, segundo Osmar Terra, os serviços e a demanda nos hospitais públicos por todo o País e o Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser prejudicados.
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