12/11 - 18:05 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - Deputados de oposição ameaçam apresentar um relatório paralelo na CPI dos Grampos, da Câmara dos Deputados, caso o relator da comissão, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), não sugira indiciamento algum ao final das investigações do colegiado.
“Se ele [Nelson Pellegrino] ao final entender que não cabe indiciamento nesses casos, vamos apresentar um parecer paralelo, porque mesmo que sejamos voto vencido, o relatório fica constado nos trabalhos da comissão e é encaminhado ao Ministério Público Federal”, disse o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Para Fruet, vários envolvidos nos desdobramentos da Operação Satiagraha – desde os investigados, como o sócio-fundador do Opportunity, Daniel Dantas, até os investigadores, como o diretor-geral afastado, Paulo Lacerda - mentiram durante os depoimentos à CPI.
Fruet não definiu, entretanto, quem será apontado no voto paralelo. Isso será decidido em conjunto entre os deputados do PSDB, após o resultado de um parecer solicitado pelos parlamentares aos técnicos da CPI acerca dos diversos depoimentos ouvidos pela comissão.
O relator da CPI dos Grampos, deputado Nelson Pellegrino, admite que, por não receber os inquéritos que correm em segredo de justiça, como da operação Chacal e Satiagraha, pouco ou nada poderá fazer contra os acusados de grampos no País, entre eles o banqueiro Daniel Dantas.
Já o presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), defende que pelo menos Paulo Lacerda, afastado da Abin, deveria ser indiciado por falso testemunho, uma vez que disse à comissão que apenas dois ou três agentes da Abin tinham participado das investigações da Polícia Federal – o que depois foi desmentido. De acordo com o diretor de contra-inteligência da Abin, Paulo Fortunato, pelo menos 52 funcionários da agência estiveram envolvidos na Operação Satiagraha.
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