11/11 - 17:23 , atualizada às 17:23 11/11 - Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - Os senadores Paulo Paim (PT-AC), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Mário Couto (PSDB-PA) desistiram do plano de fazer vigília em plenário pela aprovação do projeto que recupera o valor das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência Social aos seus segurados, em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
O recuo foi dado após o encontro dos senadores com o ministro da Previdência Social, José Pimentel, nesta terça-feira, no Senado.
Segundo o ministro, na próxima semana haverá uma nova reunião na qual será discutido um acordo em torno dos 105 projetos em tramitação no Congresso Nacional, que de alguma forma alteram o sistema previdenciário do País.
Na avaliação de Pimentel, se todas as propostas fossem aprovadas, o peso dos benefícios previdenciários no PIB saltaria para 25%. Segundo ele, “o Congresso tem o direito constitucional de legislar e discutir essas regras, mas também tem o dever constitucional da responsabilidade fiscal”. Logo, apenas os prioritários deveriam entrar de fato na pauta de votações do parlamento.
A idéia do senador Paulo Paim, porém, é apresentar ao ministro um substitutivo global com três de seus projetos. Além do projeto à espera de votação na CAS, Paim é autor de uma proposta que determina o fim do favor previdenciário – cálculo usado para determinar o valor do benefício da aposentadoria por tempo de contribuição. O texto foi aprovado no Senado e espera análise da Câmara dos Deputados.
Outro projeto de lei do pestista gaúcho, também em tramitação na Câmara, reajusta o salário dos aposentados ao mesmo patamar do salário mínimo (reajustes pela inflação, acrescidos de percentuais calculados segundo a variação do PIB). Segundo Paim, o projeto beneficiará 25 milhões de aposentados ao custo de R$ 3,5 bilhões anuais.
Pimentel não quis, porém, afirmar que a idéia do senador já está acordada. “A primeira conversa é saber quais dos 105 projetos são prioridade e fazer os cálculos no orçamento e falar com o relator [da peça orçamentária de 2009] qual é o caminho”, afirma.
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