11/11 - 08:17 , atualizada às 10:30 11/11 - Agência Estado
BRASÍLIA- A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos retoma seus trabalhos na quarta-feira com o objetivo de ter acesso ao inquérito no qual a Polícia Federal (PF) teria identificado pelos menos dois crimes cometidos pelo delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha: violação de sigilo funcional e interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas sem autorização judicial. "Temos de ter acesso ao inquérito e aprofundar as informações.
Os fatos novos expõem novamente a falta de autoridade e obrigam a comissão a tomar posicionamentos. Se as investigações não forem aprofundadas, teremos que encerrar os trabalhos e produzir o relatório final", disse Gustavo Fruet (PSDB-PR).
A comissão, que retoma suas atividades depois de uma pausa de três semanas, também pretende submeter à votação requerimentos considerados fundamentais para a continuidade da CPI. Um deles diz respeito à convocação do delegado Amaro Vieira Ferreira, para explicar a suspeita do Ministério Público (MP) de que jornalistas tiveram o sigilo telefônico quebrado no âmbito das investigações para detectar a origem do vazamento ocorrido na Satiagraha. A PF nega. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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