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Cunhado destaca dedicação de psicóloga assassinada ao trabalho

07/11 - 14:48 - Amanda Demetrio - Último Segundo

SÃO PAULO - O médico Fernando Gonzáles, cunhado de Renata Novaes Pinto, de 44 anos, destacou, nesta sexta-feira, a dedicação que a psicóloga tinha com o seu trabalho. “Ela era bastante ativa no campo profissional, trabalhava na Unifesp [Universidade Federal de São Paulo] e em um consultório particular. Tinha uma carreira consolidada”, afirmou, durante o enterro de Renata, que foi assassinada na quinta-feira. González disse também  toda a família está preocupada com a segurança.

 

Amanda Demetrio
Cerca de 400 pessoas acompanharam o cortejo
“Estamos aguardando as investigações para tomar as providências”, afirmou. Segundo o médico, o marido da vítima e os quatro filhos estão muito abalados e deixarão a residência da família por alguns dias.

Após o enterro, ainda emocionado, Gonzáles destacou as qualidades da cunhada. “Renata era uma pessoa tranquila, centrada, do bem. Estava sempre disposta a ajudar pessoas. Na profissão era sempre solicita, prestativa e sempre que acionada estava presente”, afirmou, acrescentando que a família não encontra motivos para o crime.

Sobre a linha de investigação da polícia, que acredita em uma possível ligação do homicídio com o trabalho da psicóloga, Gonzáles preferiu não comentar. “É impossível dizer. Todo paciente é problemático ou não seria paciente”, afirmou.

O corpo psicóloga Renata foi enterrado no Cemitério do Morumbi por volta das 12h20 desta sexta-feira. Segundo a administração do cemitério, cerca de 400 pessoas acompanham o cortejo.

O crime

A psicóloga Renata Novaes Pinto, de 44 anos, foi executada com três

AE
Renata em foto de arquivo
tiros na cabeça na manhã de quinta-feira, na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista.

Às 7h15 quando a psicóloga estacionou seu Ford Fiesta na porta de sua casa, ela foi abordada por um homem a pé, vestindo moletom vermelho e com capacete colorido. Ele atirou à queima-roupa e fugiu numa moto preta com outro rapaz.

Diariamente, Renata deixava os quatro filhos (três adolescentes e uma criança) na escola, em Pinheiros, e seguia para a Unifesp, na Vila Clementino, zona sul. Na quinta-feira, como era rodízio de seu carro, Renata voltou para pegar o Doblò do marido, mas não teve tempo de descer.

Em depoimento, o marido, o advogado Sergio Henrique Cardoso Lisboa, de 42 anos, não soube dizer se a mulher tinha inimigos.

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