06/11 - 10:39 , atualizada às 14:55 06/11 - Redação com Agência Estado
RIO DE JANEIRO – Policiais civis da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) prenderam na noite desta quarta-feira um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do diretor do presídio Bangu 3, tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, de 41 anos. Esteves Gouveia Barreto, conhecido como Rosinha, foi preso no bairro da Penha, zona norte do Rio.
De acordo com a polícia, Rosinha foi o responsável por seguir o tenente-coronel e monitorar seus passos para facilitar o ataque, ocorrido no último dia 16 de outubro. A polícia informou ainda que outros quatro suspeitos já foram identificados. Eles são ligados ao tráfico de drogas na Vila Cruzeiro, na Penha.
Assassinato
O diretor do presídio Bangu 3 foi assassinado no mês passado quando trafegava pela Avenida Brasil, no trecho próximo a Deodoro. Na hora do crime, o tenente-coronel seguia para o trabalho. Após ser abordado por bandidos que estavam em dois carros, o veículo de Lourenço foi atingido por mais de 60 disparos de fuzil. Nada foi roubado.
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Carro do tenente-coronel foi alvejado com cerca de 60 tiros, segundo a perícia |
Na época, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o diretor do presídio dispensou escolta policial por “opção pessoal”. Segundo Beltrame, havia veículos blindados à disposição do tenente-coronel, mas ele "não fez questão" de usá-los.
Na última sexta-feira, durante uma audiência na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), o secretário estadual de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro de Carvalho, culpou o diretor de Bangu 3 pela sua própria morte. Para ele, o tenente-coronel errou ao abrir mão de dois policiais que faziam a sua escolta. Segundo Carvalho, há pelo menos um ano e meio o Disque-Denúncia vinha recebendo ligações falando em atentados contra o diretor do presídio.
De acordo com o delegado da divisão de homicídios da Polícia Civil, Roberto de Souza Cardoso, a morte do tenente-coronel era um "recado" por se tratar de uma referência.
"Lourenço era conhecido como um diretor rigoroso que atuava na função com ética. Ele era emblemático e esta seria uma forma de "dar um recado" às autoridades. A morte de alguém como ele causaria muito mais impacto do que se matassem outro diretor", afirmou
José Roberto do Amaral Lourenço foi o sétimo membro da direção de presídios fluminenses a ser assassinado, desde setembro de 2000, quando a diretora de Bangu 1, Sidneyas dos Santos Jesus, foi morta a tiros na porta do prédio onde morava.
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