22/10 - 11:46 , atualizada às 12:18 22/10 - Redação
RIO DE JANEIRO – O corpo do vereador Alberto Salles (PSC), de 37 anos, morto ontem na avenida Ayrton Senna com três tiros na cabeça, foi enterrado no final da manhã desta quarta-feira no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio. A 16ª DP (Barra da Tijuca), responsável pelo caso, irá utilizar as imagens das câmeras da CET-Rio instaladas nas proximidades do local do crime para solucionar o assassinato.
Pela manhã foi realizado na Câmara Municipal o velório do parlamentar. Somente dois vereadores estiveram presentes na cerimônia. A família de Salles não permitiu o acesso da imprensa ao saguão principal da Câmara. De acordo com parentes, a vítima não possuía inimigos.
Durante o período eleitoral, o vereador declarou à Polícia Federal ter recebido ameaças de traficantes da Favela Mundial, em Honório Gurgel, na zona norte. Segundo a denúncia, cerca de dez homens armados com fuzis e pistolas impediram a realização da campanha na comunidade e apreenderam um farto material eleitoral. Os criminosos teriam dito que se eles retornasse à favela não sairiam de lá vivos. Uma semana depois, um assessor do vereador foi baleado na avenida Brasil.
Por causa disso, o parlamentar teria pedido escolta a PF. No entanto, o
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Salles foi atingido por três tiros na cabeça |
Assassinato
Ontem, três pessoas prestaram depoimento na 16ª DP, entre elas, o motorista do vereador, José Natalino da Silva, que também foi baleado. Segundo as testemunhas, Salles e Silva estavam em um veículo oficial quando foram interceptados pelos criminosos em um veículo de passeio. Ainda de acordo com os depoimentos, aparentemente, duas pessoas estavam no automóvel.
O crime aconteceu por volta das 9h, na avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, na altura do supermercado Makro. O vereador levou três tiros na cabeça e o motorista foi atingido no tórax. Ambos foram encaminhados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. Silva não precisou ser operado. Segundo informações da unidade, os médicos constataram que nenhum órgão do motorista foi perfurado com o tiro e a bala não ficou alojada em seu corpo.
Salles estava no segundo mandato e não se reelegeu. Ele obteve 8.126 votos na última eleição.
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