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Nayara sabe da morte da amiga Eloá e chora

20/10 - 12:46 , atualizada às 14:36 20/10 - Redação

A estudante Nayara Silva, de 15 anos, que continua internada no Centro Hospitalar de Santo André, após ter sido baleada por Lindemberg Alves, na sexta-feira, já sabe da morte da amiga Eloá Pimentel.

  • Nayara teria dito que tiros foram disparados após invasão da polícia
  • Coração de Eloá é transplantado em mulher de 39 anos
  • Em cirurgia bem-sucedida, jovem recebe pulmão de Eloá
  • Acordo Ortográfico

    Segundo o secretário de Saúde de Santo André, Homero Nepomuceno Duarte, a adolescente chorou ao saber da notícia, mas "não entrou em estado de choque". "Nayara reagiu dentro do esperado: ficou bastante triste, chorou, mas não entrou em estado de choque. A equipe médica, um psicólogo e um psiquiatra, resolveu contar o fato porque percebeu que ela tinha condições de receber a notícia", afirmou o secretário.

    As duas foram baleadas por Lindemberg após serem mantidas reféns por cerca de 100 horas, em um apartamento em Santo Andre, na Grande São Paulo. Eloá, que foi baleada na cabeça e perto da virilha, não resistiu aos ferimentos e morreu no sábado; Nayara, que foi atingida por um tiro no rosto, foi operada e passa bem. "Ela evolui bem e tem alta médica e psicológica prevista para quarta-feira", afirmou Duarte.

    O corpo de Eloá será enterrado na terça-feira, às 9h, no Cemitério Jardim Santo André. O velório acontece nesta tarde no mesmo local.

    Lindemberg está preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. Segundo informações de investigadores, ele ainda não sabe que Eloá morreu.

    O caso

    Futura Press
    Amigas Eloá e Nayara/ Arquivo pessoal
    Amigas Eloá e Nayara/ Arquivo pessoal
    O sequestro começou na segunda-feira (13) e se prolongou até sexta-feira, tendo durado mais de 100 horas. Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá por volta das 13h30, por estar inconformado com o fim do relacionamento com a estudante.

    Na terça-feira, ele libertou a amiga da ex-namorada, Nayara, que foi rendida novamente na manhã de quinta-feira. Seu retorno foi um pedido do sequestrador como condição para a libertação de Eloá, mas, quando a menina entrou no apartamento, tornou-se refém.

    Pouco antes do desfecho do sequestro, a equipe do Batalhão de Choque da PM estava posicionada no apartamento ao lado onde estavam Lindembergue e as reféns. De acordo com a polícia, na sexta-feira, os agentes decidiram invadir o apartamento após ouvirem um disparo.

    Os policiais arrombaram a porta do apartamento e explodiram uma bomba de efeito moral. Segundo o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, neste momento a equipe ouviu três disparos vindos de dentro do apartamento. Ao invadirem o local, exatamente às 18h08, os policiais encontraram o seqüestrador de pé, entre a sala e a cozinha. Eloá estava caída baleada na cabeça e Nayara estava com um ferimento na boca.

    A primeira a sair do apartamento foi Nayara, que saiu caminhando e foi colocada numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Lindembergue foi levado para uma viatura da Força Tática. A ex-namorada de Lindembergue saiu carregada por um policial e foi levada numa maca até a ambulância do Samu. 

    Veja a retrospectiva do caso

     

    Leia também:

  • Em depoimento, Nayara conta detalhes das primeiras horas do sequestro
  • Pai de Nayara diz que filha não foi autorizada a voltar ao apartamento 
  • Mãe de Eloá foi forte, diz diretora do hospital
  • Ex-secretário de Segurança acusa erros no caso Eloá
  • Especialistas criticam polícia por volta de refém
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  • Família autoriza doação de órgãos de Eloá




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