17/10 - 15:20 - Lívia Machado, do Último Segundo
A Polícia Civil promete uma paralisação nacional no dia 29 deste mês, caso não haja avanço nas negociações da categoria em São Paulo que está em greve há um mês. Segundo o presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia do Estado de São Paulo, João Batista Rebouças Neto, "a greve voltou mais forte do que antes", após confronto entre policiais civil e militar, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, em que 24 pessoas ficaram feridas. "Se não houver acordo, a paralisação será nacional", afirmou.
Rebouças destacou ainda que as delegacias vão continuar atendendo apenas casos emergenciais. "Faremos tudo como recomenda a lei da greve", disse. Atualmente, na chamada "operação-padrão", as delegacias registram apenas flagrantes.
Uma reunião, marcada para a próxima segunda-feira, decidirá novas manifestações e os locais em que elas devem acontecer. "Nosso objetivo único é conversar com o governador José Serra. Ele não apresentou proposta até agora. Se fizesse isso, parávamos a greve agora", enfatizou o presidente do sindicato.
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| Policiais civis e militares durante confronto em São Paulo na quinta-feira |
Segundo a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) a medida é em apoio à Polícia Civil em São Paulo. Em nota, a Federação Interestadual dos Policiais Civis classificou o confronto de quinta-feira de um "convarde ataque" e reiteirou que "caso não sejam tomadas as medidas políticas urgentes que atendam as justas reivindicações dos policiais civis de São Paulo (...) todas as entidades representadas pelas Federações de policiais civis do Brasil irão dar início a um movimento de paralisação das atividades de polícia em todo território nacional, que terá duração inicial de 24 horas, podendo ser prorrogada".
Futuro da greve
Após um mês de greve, os líderes das associações e sindicatos de policiais de São Paulo não sabem de que forma retomar a negociação com o Estado. Na semana passada, a categoria suspendeu a paralisação por 48 horas, na tentativa de dialogar com o governo. A expectativa era de que fosse feita uma nova proposta. O que não ocorreu.
| AE |
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(*colaborou Daniel Gonçalves, do Último Segundo)
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