14/10 - 16:24 , atualizada às 16:34 14/10 - Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O chefe da sessão de Operações Especiais da Secretaria de Segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), Ailton Carvalho de Queiroz, afirmou nesta terça-feira em depoimento à CPI dos Grampos que a varredura feita no prédio do STF apresentou "nível máximo", configurando a existência de uma escuta ambiental na área.
O sinal de escuta foi sentido em um gabinete usado para reuniões entre o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, e seus assessores. Nos gabinetes vizinhos, o sinal não foi encontrado.
Ailton disse, porém, não ter sido possível decodificar o sinal ou encontrar de onde ele era transmitido. Ele observou também que no dia em que foi feita a varredura, vários links de emissoras de TV usados para transmissão ao vivo estavam estacionados ao redor do prédio do STF, o que pode ter atrapalhado
"Não foi possível fazer a verificação de onde vinha porque não era possível fazer a demodulação para se poder ouvir o que estava transmitindo no ambiente. A despeito de não ser possível demodular, o equipamento deu alerta máximo, de nível cinco, indicando probabilidade muito grande de um sinal no ambiente", declarou.
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