10/10 - 11:45 , atualizada às 23:01 10/10 - Redação
SÃO PAULO - O empresário Marcos Valério foi preso na manhã desta sexta-feira em uma operação da Polícia Federal (PF) que tem o objetivo de combater um suposto grupo criminoso composto por empresários, despachantes aduaneiros, advogados e policiais civis e federais que, segundo a PF, praticava extorsão, fraudes fiscais e corrupção. A chamada "Operação Avalanche" prendeu ainda outras 16 pessoas e cumpriu 33 ordens de busca e apreensão.
Entre os outros presos na operação está um dos sócios de Valério nas agências de comunicação de Minas Gerais, a DNA e a SMP&B.
As ações acontecem nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo e, até o momento, as buscas já apreenderam mais de R$ 500 mil, além de farta documentação e mídias.
Segundo a PF, o suposto grupo criminoso responderá pelos crimes de corrupção ativa e passiva, extorsão, formação de quadrilha, contrabando e descaminho, quebra de sigilo e divulgação de dados sigilosos. As penas somadas ultrapassam 15 anos de prisão.
A polícia identificou três núcleos dentro do suposto grupo. O primeiro deles atuaria em contato com órgãos públicos obtendo informações privilegiadas sobre empresários que tinham problemas com o fisco. Em posse dos dados, os suspeitos praticavam extorsão, exigindo valores em troca de possível solução, de acordo com a PF.
O segundo núcleo atuaria diretamente nas fraudes fiscais, praticando importações ilegais através de empresas de fachada, contando com a ação de despachantes aduaneiros junto ao Porto de Santos, informou a polícia.
O terceiro foi identificado pela polícia quando uma empresa de Santos foi autuada pela Receita Federal em mais de R$ 100 milhões e os fiscais responsáveis foram desmoralizados através da instauração de Inquérito Policial que a PF diz ser baseado em "fatos inverídicos".
A ação de Valério
De acordo com os dados divulgados pela PF, Marcos Valério e seu sócio Rogério Tolentino integravam um grupo que tentava beneficiar a Cervejaria Petrópolis, instalada na cidade de Boituva, interior do Estado de São Paulo.
A tática de Valério e Tolentino, segundo os agentes da Polícia Federal, era a de desmoralizar, por meio de ações de espionagem, fiscais da Receita Estadual, que recentemente haviam aplicado uma multa de R$ 104,5 milhões na cervejaria por sonegação fiscal.
Por meio de uma nota, a Cervejaria Petrópolis informou que ainda não teve acesso aos dados do inquérito da PF. A empresa garante que não possui qualquer tipo de ligação com Marcos Valério ou Rogério Tolentino.
Valério e Tolentino já foram transferidos para a superintendência da PF em São Paulo. Os dois chegaram no final da tarde desta sexta-feira.
Quem é Marcos Valério
| OBrito News |
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Ele foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal por corrupção ativa por duas vezes, peculato por três vezes, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.
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