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OAB mediará encontro entre Sindicato e Secretaria de Segurança

10/10 - 20:52 , atualizada às 21:53 10/10 - Redação

SÃO PAULO – A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) quer mediar o diálogo entre o governo e a Polícia Civil do Estado, que está em greve. A decisão foi tomada durante uma  reunião que aconteceu nesta sexta-feira na sede da entidade, e contou com a presença de diretores dos sindicatos dos policiais civis.

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O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, resumiu o papel da instituição, que será o de tentar sensibilizar os dois lados, mas sem tomar nenhum partido.

A entidade pretende “colaborar nesse diálogo para que se chegue o quanto antes a esse ponto de convergência, a um ponto comum”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia, José Martins Leal, disse que “se o governo insistir que só abre diálogo se houver paralisação da greve, a greve não acabará”. A Secretaria Estadual de Gestão informa que só irá negociar quando a paralisação for encerrada.

Leal ainda disse que o governo precisa apresentar uma proposta real, e que está difícil retomar o diálogo sem um aintermediação. Para ele, a OAB-SP está disposta “a fazer gestões para aproximar governo e policiais civis. Ele afirma que,  para o governo José Serra (PSDB), os policiais são uma “despesa e não como gente".

O presidente do Sindicato dos Escrivães, Valter Honorato, também se manifestou e espera que a OAB colabore para o avanço do diálogo.
Honorato disse que não aceita as alegações do  secretário de Gestão, Sidney Beraldo, de que o Estado não tem condições de atender as reivindicações salariais da categoria. 

“Se não anunciássemos a greve, passaríamos 2008 sem aumento. A Constituição Federal,  que manda reajustar os salários, não está sendo cumprida. A Polícia Militar precisa de aumento também e não entra em greve porque o Código Penal impede”, declarou.

Posição da OAB

O presidente da OAB-SP pretende procurar o secretário de Gestão Pública e o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, para um diálogo.

“Vou levar a ambos o que foi conversado nesta reunião com o sindicato e as associações. Estamos assistindo a um momento preocupante, com uma greve pioneira da Polícia Civil, que dura mais de 20 dias, sem perspectiva de chegar ao fim", disse D’Urso.

Leia mais sobre: greve - polícia civil





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