07/10 - 12:01 , atualizada às 12:56 07/10 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO – Policiais civis filiados a sindicatos continuam em greve em todo o Estado de São Paulo. A decisão dos sindicalistas é oposta à tomada pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, a mais forte e tradicional entidade de classe da Polícia Civil, que decidiu na última segunda-feira, em assembléia, suspender a greve e apresentar nova proposta de negociação para o governo do Estado.
A posição da Associação provocou um racha no movimento: de um lado as associações de classe, entidades mais antigas e representativas, e de outro os sindicatos. Trata-se de estratégia desejada pelo governo, que via nos sindicatos manipulação política.
Jairim Lopes Roseiras, coordenador do Comando de Greve dos Policiais Civis reiterou a continuação da greve: “A situação só irá mudar, quando todas as entidades sindicais receberem uma proposta formal do governo José Serra (PSDB)”. Sobre a decisão anunciada por Sérgio Marcos Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Jairim classificou como “uma atitude particular desta associação, que não representa a totalidade dos policiais civis”.
Na última segunda-feira, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo se reuniu e optou pela continuação da greve. A proposta anunciada pelo governo de São Paulo, um reajuste de 6,2%, foi recusada. “Queremos 15% de reajuste, retroativo ao mês de março”, declarou José Martins Leal, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia.
O presidente do Sindicato dos Investigadores, João Batista Rebouças, também reclama da falta de uma proposta formal. “O governo precisa enviar uma proposta em papel a todos os sindicatos da categoria. Só assim chegaremos a um acordo”, disse.
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