30/09 - 14:40 , atualizada às 15:15 30/09 - Redação
SÃO PAULO – A Rede Record de Televisão foi intimada pelo Ministério Público Federal (MPF) a retirar de sua programação o Super Leilão, uma espécie de pregão invertido, onde o espectador por meio de mensagens de celular, e caso apresente a menor oferta, leva o prêmio. O grupo de comunicação promove o evento juntamente com a empresa Total Spin, que fica responsável pela administração dos lances.
O pedido de suspensão foi aceito pelo juiz federal Danilo Almasi Vieira Santos, da 10ª Vara Cível de São Paulo. Ele observou que a atividade, por não dar nenhum tipo de resposta ao apostador, pode levar a falência do jogador. “A continuidade da atividade poderia resultar em risco de lesão patrimonial ao telespectador que faz a aposta, principalmente com o pagamento de quantia fixa, sem qualquer tipo de contraprestação, devido à participação no chamado Super Leilão”, disse Vieira.
Autor da ação, Marcio Schusterschitz , procurador da República, definiu o leilão da Record como um “jogo de azar”, já que o apostador, sem nenhum domínio do seu lance, aposta em um valor na esperança de, por sorte, ser o único naquele patamar.
Com essa decisão, a Record e Total Spin não poderão promover, divulgar, operacionalizar, comercializar ou tirar proveito econômico do quadro até o fim do processo. Em julho, o MPF já havia solicitado o fim do Super Leilão . No entanto, os envolvidos (Record e Top Spin) não acataram o pedido, o que levou ao processo.
Através de sua assessoria de imprensa, a TV Record afirmou que o quadro já não vai ao ar há um mês, mas recorrerá da decisão do MPF.
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