28/09 - 09:24 - Agência Estado

SÃO PAULO - O processo de cassação do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), acusado de quebra de decoro parlamentar após suposto desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sofreu um atraso de 90 dias em virtude do recesso branco dos parlamentares. O prazo inicial de 90 dias, contando a partir de junho, foi estendido até 15 de dezembro.
Não há quórum no Conselho de Ética da Câmara e testemunhas pediram que seus depoimentos fossem adiados para depois da eleição. O relator do caso, Paulo Piau (PMDB-MG), aponta como raiz do problema a impossibilidade de convocar testemunhas - apenas convidá-las.
Depois do dia 15 de dezembro, quando for apresentado o parecer do relator, o plenário do conselho tem o prazo de cinco sessões para apreciá-lo, o que já empurra a decisão para 2009, quando possivelmente o parecer será submetido ao plenário da Câmara, em votação secreta. Lá, são necessários os votos de 257 dos 513 deputados para cassar o mandato de um parlamentar.
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