18/09 - 21:02 - Fernando Mendonça, Especial para o iG
SÃO PAULO - Os três Estados da Região Sul do Brasil – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – ganharam cerca de 250.000 habitantes “pretos” entre 2006 e 2007. Este número representa 0,9% dos 27,7 milhões de pessoas que vivem no bloco mais setentrional do Brasil. Mesmo com o avanço, a Região Sul ainda é a que concentra o menor contingente de pretos no Brasil: 4,3% de seus moradores. A Região com o maior número é a Nordeste, com 8,5%. A média brasileira é de 7,4%.
Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira, e referem-se a 2007, quando ela foi realizada.
Cabe destacar que o IBGE considera “preto” a cor do representante da raça negra sem traços evidentes de miscigenação. Daí, portanto, os baixos índices desta parcela registrados pela Pnad.
Os mulatos (indivíduos mestiços de brancos e negros), por exemplo, integram, segundo o IBGE, o grupo dos “pardos”. A participação dos pardos na população do Sul é de 16,3% de seus moradores. Na do Brasil é bem maior: 42,3%.
Por razões históricas, a Região Sul sempre apresentou baixo índice de representantes negros. Ali não existiu o modelo escravagista, que durante décadas foi mantido por escravos negros trazidos da costa oeste da África para trabalhar em fazendas do Nordeste e do Sudeste.
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