Mercado ganha primeiro sabonete com óleo de avestruz Por Cecilia Nascimento São Paulo, 04 (AE) - Há dois anos, a enfermeira e cosmetóloga Gláucia Camargo de Oliveira se dedica a pesquisar o óleo de avestruz para uso estético e terapêutico. A proposta já está consolidada na Europa e nos Estados Unidos, onde há vários produtos do gênero nas prateleiras de farmácias e lojas especializadas para o consumidor final.
No Brasil, a pesquisa de Gláucia acaba de gerar os primeiros frutos, com a criação do primeiro sabonete nacional à base do óleo, produzido pela empresa gaúcha Belaskin e onde a enfermeira atua como diretora técnica.
AE- Por que a empresa decidiu investir em cosméticos com óleo de avestruz?
GLÁUCIA CAMARGO DE OLIVEIRA - Após 2 anos de estudo sobre o mercado mundial de cosméticos, concluímos que cosméticos à base de óleo de avestruz são muito utilizados em países como EUA, Inglaterra e Austrália. No Brasil, por outro lado, este insumo virava lixo e poluía o ambiente. Depois de algumas pesquisas que comprovaram a eficácia para fins estéticos e terapêuticos, decidimos usá-lo como matéria-prima principal dos nossos produtos, uma vez que o óleo é rico em ômega 3, 6 e 9, e também em vitaminas E e D
AE- Qual o efeito dessa substância na pele? É igual para homens e mulheres?
GLÁUCIA - Por ser rico em ômegas e vitaminas, o óleo pode ser aplicado tanto por homens como por mulheres. Possui propriedades terapêuticas e estéticas. Age em todas as camadas da pele, ajudando na manutenção e na renovação celular. Vale dizer também que o produto possui propriedades hidratantes, cicatrizantes e antienvelhecimento.
AE - Há previsão de aplicação para cosméticos infantis?
GLÁUCIA - Em meados de 2010 serão realizados alguns testes para aplicação do óleo em cosméticos infantis, como sabonetes, xampus e cremes para assaduras.
AE Há contra-indicações?
GLÁUCIA - O produto é contra-indicado para pessoas que têm câncer de pele.