08/09 - 10:05 , atualizada às 16:16 08/09 - Redação
RIO DE JANEIRO – Mais de 1,5 milhão de moradores de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Ilha de Paquetá estão com o fornecimento de água paralisado por causa do rompimento de uma adutora na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Laranjal ocorrido na madrugada deste domingo. De acordo com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), o rompimento aconteceu devido a uma série de “picos” de energia elétrica, por parte da Ampla, na linha que abastece a estação de tratamento. Segundo a companhia, o serviço deve ser normalizado em um prazo de 36 horas.
“É uma irresponsabilidade recorrente. A Ampla interrompeu o fornecimento de energia elétrica sem avisar a Cedae diversas vezes nas últimas horas. A enorme variação no fornecimento de energia, parando e religando o sistema da Cedae sem aviso ou preparação adequada do sistema, causou o rompimento de uma adutora dentro da ETA Laranjal”, criticou o presidente da Cedae, Wagner Victer.
Ainda segundo Victer, esta não é a primeira vez que adutoras rompem por queda repentina do fornecimento de energia elétrica. A Cedae informa que irá buscar na justiça o ressarcimento dos danos causados na estação de tratamento e na adutora. A companhia vai comunicar a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para que medidas sejam tomadas em relação à Ampla.
De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Ampla, André Moragas, uma perícia está sendo feita para que fique provado que a empresa não teve responsabilidade pelo rompimento da adutora.
“É inadmissível acreditar que uma adutora se rompa por falta de energia. Se isso aconteceu foi porque a adutora ou estava mal conservada ou sucateada. A ANELL determina alguns indicadores de qualidade para os serviços que prestamos e nenhum desses indicadores foram violados”, afirmou Moragas.
O executivo disse ainda que a Ampla possui gravações dos técnicos da Cedae, acionados quando a adutora se rompeu, que deixam claro que o problema no fornecimento de água foi causado por eles. Segundo Moragas, as conversas mostram que a equipe da Cedae sobrecarregava a rede elétrica e depois desligava, dando origem ao problema.
A Cedae pede que os moradores das regiões afetadas economizem água, evitando regar plantas, lavar carros, utilizar mangueiras para lavar calçadas e escovar os dentes com torneiras abertas, entre outras medidas de economia.
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