04/09 - 12:58 , atualizada às 14:47 04/09 - Redação
RIO DE JANEIRO – Mais de três mil metalúrgicos fizeram uma manifestação, nesta quinta-feira, em frente à sede da Petrobras, na Avenida Chile, no centro do Rio. No protesto, os trabalhadores exigiram que a estatal assine o contrato para a construção das plataformas de petróleo P-62, P-55 e P-57.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Luiz Chaves, ficou acordado em uma reunião com a assessoria da presidência da Petrobrás que a reivindicação feita pela categoria será debatida na reunião de diretoria, prevista ainda para esta quinta-feira.
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Protesto reuniu mais de 3 mil metalúrgicos |
“Conseguimos com o protesto que o tema das plataformas entrasse na pauta da reunião de diretoria da Petrobras. Eles informaram que as soluções ainda estão indefinidas e pretendem dar uma decisão até sexta-feira que vem”, disse Chaves.
De acordo com o sindicalista, se o acordo não for feito, pelo menos três mil trabalhadores do estaleiro Mauá, o primeiro construído no Brasil, poderão ser demitidos. O sindicato quer impedir que a Petrobras encomende ou frete as novas plataformas no exterior.
Protesto
Doze guardas municipais do 1º Grupamento Especial de Trânsito (Centro-Zona Sul) acompanharam a manifestação que se iniciou por volta das 10h.
Os metalúrgicos vieram em duas barcas, que atravessaram a Baía de Guanabara com operários do Estaleiro Mauá, e em seis ônibus, com trabalhadores do Eisa (Estaleiro Ilha S/A).
Ao chegar na Praça XV, o grupo seguiu pela rua da Assembléia e cruzou a avenida Rio Branco. Os manifestantes chegaram à sede da Petrobrás, por volta das 11h, e interditaram parte da avenida Chile.
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