02/09 - 17:40 , atualizada às 18:21 02/09 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O diretor geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, se reuniu, na tarde desta terça-feira, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, para garantir que as investigações sobre grampos ilegais contra o ministro serão feitas "da forma mais transparente e com o maior rigor técnico".
Para tanto, Corrêa pediu o apoio da Suprema Corte que, assim como o Congresso Nacional, poderá designar nomes para acompanhar a apuração. "A resposta do ministro foi positiva no sentido de reforço das instituições e é nesta linha que iremos trabalhar", disse Corrêa.
O inquérito para investigar a instalação de grampo que teria captado diálogo entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) foi instaurado ontem, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também afastou a diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), apontada como responsável pela escuta. A justificativa seria dar maior transparência às apurações.
Na reunião solicitada pelo diretor-geral da PF, Corrêa também apresentou os dois delegados que irão trabalhar no inquérito: Rômulo Berredo e William Morad. "Como uma das pessoas, vítimas do fato tido como ilegal, ou seja, interceptação de seu contato telefônico, ele [Gilmar Mendes] deverá ser ouvido. Então, viemos apresentar o delegado e, junto com a assessoria, agendar o dia mais conveniente [para o depoimento] como tem a prerrogativa o presidente do Supremo", declarou.
Corrêa reiterou ainda que a Polícia Federal está "pronta e preparada para fazer a investigação na medida em que a sociedade espera".
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