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Tarso nega excessos da Abin em operação, mas reúne a agência com a PF

14/08 - 12:01 , atualizada às 13:21 14/08 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou que o uso de arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha da Polícia Federal (PF) se configure em abuso à ordem vigente. Apesar da ponderação, Tarso vai reunir os chefes das duas instituições, na semana que vem, para uma discussão sobre normas e procedimentos.

O imbróglio se deu devido ao uso de agentes da Abin numa operação policial, e não de inteligência. Há ainda a suspeita que a colaboração aconteceu sem o conhecimento dos dois líderes da instituição. No caso, o diretor-geral da PF, Luís Fernando Corrêa, e o chefe da Abin, Paulo Lacerda, não teriam sido informados pelo delegado Protógenes Queiroz que agentes da inteligência brasileira estavam atuando na operação Satiagraha.

"Eu não tenho nenhuma informação sobre a possibilidade da Abin estar extrapolando. Qualquer divergência que haja entre as ações da Abin com a PF isso é consertado através do diálogo [entre os chefes das instituições]", explicou.

Tarso ainda destacou que ajustes entre Abin e PF serão necessários para manter a autonomia das instituições e deixar claras as diferenças operacionais entre as duas. "Na semana que vem o Luís Fernando (PF) vai iniciar esse tipo de conversação para ver se é necessário algum tipo de ajuste nesse trabalho entre as duas agências. [Elas] Têm enorme responsabilidade em diferentes níveis de sistemas operacionais, e necessariamente têm que ser diferentes", disse.

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