12/08 - 11:41 , atualizada às 11:58 12/08 - Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - Após solenidade de apresentação dos generais-oficiais promovidos, realizada nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, os comandantes da Marinha e do Exército afirmaram que a polêmica em torno da idéia de revisão da Lei de Anistia, de 1979, "está encerrada". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quis comentar o assunto pessoalmente.
Nesta segunda-feira, durante a reunião de coordenação política, Lula pediu ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que conversasse com jornalistas para amenizar o mal-estar. Os militares teriam interpretado que o Executivo articulava uma revisão na lei, para a punição de torturadores da ditadura militar.
Segundo o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, o pronunciamento do ministro reflete o entendimento do presidente Lula de que o assunto não cabe ao Poder Executivo, mas sim ao Poder Judiciário. "Qualquer questão sobre isso será tratada pelo Judiciário. Essa é a posição do presidente da República e qualquer coisa que se diga será recorrente", disse.
Questionado sobre os desgastes provocados pelas declarações do ministro da Justiça, no último dia 31, o comandante reafirmou que o assunto está resolvido pelo presidente. "Lula já deu todas as declarações que ele considera necessárias. Não há mais nada a declarar", afirmou.
O Comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, reforçou o discurso de Moura Neto. "Já foi falado pelo presidente, o ministro já comentou. Então, não há mais o que falar. Assunto encerrado", disse.
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