12/08 - 18:35 - Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O juiz federal Fausto de Sanctis, que decretou as prisões da Operação Satiagraha da Polícia Federal, não quis comentar se o assessor do presidente Lula, Gilberto Carvalho, está entre os investigados da operação. De Sanctis alegou estar impedido de falar sobre as investigações, que ainda está em andamento, e argumentou que as informações estão sob segredo de Justiça.
Na semana passada, em depoimento na CPI, o delegado federal Protógenes Queiroz confirmou que Gilberto Carvalho estaria entre os investigados da Operação Satiagraha.
O assessor do presidente é suspeito de vazar informações da operação da PF ao ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT). Em nota oficial, o assessor admitiu que conversou com o ex-deputado e que teria lhe informado que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência não investigava o banqueiro Daniel Dantas.
O juiz, que depõe nesta terça na CPI das Escutas Telefônicas da Câmara dos Deputados, criticou a falta de controle das operadoras telefônicas em relação a quantidade de quebras de sigilos telefônicos e aproveitou para defender o trabalho da Justiça. “Nós temos controle; tudo certificado e registrado”, comparou.
Ele evitou comparar a Justiça brasileira com a americana. “Eles têm pena de morte e prisão perpétua, os criminosos temem ser enquadrados numa dessas penas e colaboram mais com a Justiça”, disse.
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