07/08 - 13:49 , atualizada às 14:06 07/08 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O delegado Élzio Vicente da Silva, chefe da divisão de inteligência da Polícia Federal, criticou, nesta quinta-feira, em reunião da CPI dos grampos, a dificuldade que a corporação encontra quando precisa de informações das companhias telefônicas. De acordo com ele, para conseguir alguns dados, como o nome de um proprietário de linha, é preciso "acordar um juiz de madrugada". Ele ainda lamentou que terceiros contam com acesso facilitado e citou o programa da Globo Domingão do Faustão, que fez identificações imediatas de aparelhos durante uma de suas transmissões.
"Vi um sorteio no Faustão que a identificação [do dono da linha telefônica] era feita on-line, quando ligaram apareceu na hora que o telefone era de um corpo de bombeiros", disse.
Quando informação semelhante é solicitada pela Polícia, segundo Silva, há uma negativa das companhias, que só atendem o pedido com ordem judicial. "Então, numa situação de seqüestro, que é vida ou morte, tem que acordar um juiz de madrugada [para que ele autorize judicialmente o repasse da informação", lamentou.
Élzio ainda comentou que normalmente empresas terceirizadas repassam informações cadastrais (nome do titular, endereço da linha, etc.) à Polícia após a autorização da Justiça.
"O que justifica uma empresa privada ter acesso a essas informações e a Polícia, que é auditada pelo Ministério Público e pela Justiça, não ter?", criticou.
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