06/08 - 16:11 - Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - Ao retomar o depoimento da Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas, da Câmara dos Deputados, o relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), questionou ao delegado Protógenes Queiroz o motivo de sucessivos vazamentos de conteúdos de gravações interceptadas, na Operação Satiagraha, que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o mega investidor Naji Nahas. O delegado afirmou que os vazamentos também são objeto de investigação e, por isso, ele está impedido de se manifestar.
Porém, o delegado defendeu a PF, citando o caso de um advogado descoberto, em uma investigação da PF, vendendo conteúdos sigilosos a terceiros, em outra operação. “A regra na PF é apurar quem vazou. Muitas vezes o próprio Ministério Público requisita essa identificação do autor”, disse.
Protógenes também avaliou a liberação de dados sigilosos de pessoas investigadas a policiais. “Do ponto de vista legal, não pode. Por isso, vamos atrás de autorização judicial. Mas esse não é um modelo eficaz. É muito atrasado”, destacou.
O delegado acrescentou que 99,9% do combate ao crime organizado utilizam métodos de quebra de sigilos eletrônicos. “Hoje o aparato estatal tem que se valer destes instrumentos para esse combate, mas precisamos aperfeiçoá-los”, reconheceu.
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