06/08 - 18:30 , atualizada às 18:43 06/08 - Redação
RIO DE JANEIRO - Os dois policiais militares acusados de matar o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, no dia 6 de julho, na Tijuca, zona Norte do Rio, ficaram calados durante o interrogatório realizado nesta quarta-feira no 2º Tribunal do Júri do Rio. O soldado Elias Gonçalves da Costa Neto e o cabo Willian de Paula ouviram o juiz Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez fazer a leitura da denúncia, mas, orientados por seus advogados, usaram do direito constitucional de permanecer em silêncio.
| AE |
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| João Roberto, de 3 anos |
A próxima fase do processo contra os dois policiais, que estão presos preventivamente, será a apresentação, no prazo de três dias, de defesa prévia por parte dos advogados. Depois disso, o juiz marcará a audiência para a produção de prova de acusação, quando serão ouvidas as testemunhas indicadas pela promotoria.
De acordo com a denúncia do MP, o menino João Roberto morreu ao ser atingido por tiros disparados pelos dois policiais, do 6º BPM (Tijuca), que confundiram o carro de sua mãe, Alessandra Amorim Soares, com o dos bandidos. O sargento e o soldado respondem por homicídio duplamente qualificado e duas tentativas.
O caso
João foi baleado na cabeça durante uma perseguição de policiais do 19º BPM (Tijuca) a bandidos, na rua General Espírito Santo Cardoso, a poucos metros da delegacia do bairro. Eles seguiam criminosos que teriam assaltado pessoas momentos antes em ruas da localidade.
| Fabio Motta/AE |
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| Pai de João chora ao receber notícia dos médicos |
Imagens da câmera de segurança de um edifício da rua mostraram que a advogada chegou a jogar a mochila de um dos meninos pela janela, para mostrar aos policiais que os bandidos estavam em outro carro. O veículo foi atingido por 17 tiros, disparados pelos PMs.
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