06/08 - 10:24 , atualizada às 13:23 06/08 - Redação
A polícia divulgou, na terça-feira, mensagem do celular de Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos, de 20 anos, acusado de matar e esquartejar a inglesa Cara Marie Burke, de 17, na semana passada. A polícia de Goiás vai pedir a prisão preventiva de Santos, que atualmente está em regime de prisão provisória, que tem validade por 30 dias.
Na terça-feira, a polícia ouviu Cristiano Cardoso da Silva, que, segundo a polícia, emprestou o carro para Santos transportar o corpo da jovem. Ele disse, em depoimento, que Santos tinha intenção de se casar com ela para ter entrada livre no Reino Unido.
| AE |
![]() |
| "Joguei a cara pro sako depois te mando fotos dos pedaso (sic) dela" |
| AE |
![]() |
| "Já axaram e foi gente no iml reconhecer. so nao axo o resto e eu sou suspeito" |
Entenda o caso
| Futura Press |
![]() |
Mohammed não ofereceu resistência à prisão e foi classificado como uma pessoa “extremamente fria”. Ele informou não ter cometido o crime sob o efeito do entorpecente e diz que costuma usar cocaína com freqüência.
Depois de tê-la esfaqueado e matado, segundo a polícia, o rapaz guardou o corpo de Cara no box do banheiro e foi a uma festa. No domingo, resolveu esquartejá-la para facilitar a retirada do corpo do imóvel. O ato foi feito com uma faca grande com cabo branco, como as de açougueiro, contou Oliveira. Em seguida, colocou o tórax da adolescente em uma mala e jogou dentro do Rio Meia Ponte, na Região Leste de Goiânia.
Não satisfeito, ainda segundo a polícia, dirigiu 60 quilômetros com as outras partes do corpo – membros e cabeça - da vítima no carro e jogou-as em outro rio. Elas ainda não foram encontradas pela PM, que atua com duas equipes e com mergulhadores para tentar localizá-las.
O rio, segundo o major, é bastante raso, o que deve facilitar o trabalho da polícia. Os bombeiros auxiliam nas buscas e a polícia científica está no apartamento onde ocorreu o crime.
A faca utilizada no ato foi encontrada dentro de um bueiro na rua da casa do suspeito. Segundo a polícia, o rapaz conheceu a menina em Londres, em um intercâmbio e não era namorado da garota.
A jovem foi identificada pela família através de duas tatuagens, exibidas em um canal internacional de notícias.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Goiânia. A embaixada britânica em Brasília informou que tomou ciência do caso e está acompanhando o trabalho da polícia de Goiás.
(*com informações são da Agência Estado)
Leia também:
Leia mais sobre: assassinatos

Publicidade