06/08 - 17:35 , atualizada às 17:52 06/08 - Redação
RIO DE JANEIRO – O plenário da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) decidiu, por 43 votos a cinco, manter a prisão do deputado estadual Natalino Guimarães. O parlamentar foi preso em flagrante em sua casa no dia 21 de julho e está detido no Complexo Penitenciário Bangu 8. Ele é acusado de comandar a milícia “Liga da Justiça”, que atua em Campo Grande, zona Oeste do Rio. Natalino responderá pelos crimes de formação de quadrilha, tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.
| AE |
![]() |
| Deputado estadual Natalino Guimarães |
Em seu discurso, Luiz Paulo listou as razões que o levaram a defender a manutenção da custódia. Segundo ele, a comprovada presença de pessoas armadas, algumas delas respondendo pelos mesmos crimes pelos quais o parlamentar é acusado, justifica e dá embasamento à prisão em flagrante, o que fez com que ele optasse por não questioná-la.
“Além do fato de que existe um processo no Órgão Especial do Tribunal de Justiça contra o deputado por formação de quadrilha armada e a comprovada existência de dois ou três funcionários do gabinete que foram presos”, complementou o relator, cuja posição foi apoiada pelos deputados Inês Pandeló (PT), Átila Nunes (DEM), Alair Corrêa (PMDB) e Paulo Melo.
Os deputados Álvaro Lins e Domingos Brazão, ambos do PMDB, apresentaram votos em separado – respectivamente pela revogação da prisão e pelo adiamento da decisão da CCJ, mas foram vencidos pela maioria.
Expulsão
A Executiva Nacional do partido Democratas decidiu nesta quarta-feira expulsar o deputado estadual Natalino Guimarães. O partido aprovou o relatório do senador Demóstenes Torres (GO) que pedia a cassação do deputado. Para o senador, pesou na decisão a prisão em flagrante de Natalino, na própria casa, durante suposta reunião da milícia. Os 16 integrantes da Executiva que estavam presentes na reunião em Brasília votaram pela cassação.
O irmão de Natalino, vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho (PMDB), já tinha sido preso pela mesma acusação. Segundo a polícia do Rio, o grupo, que movimenta cerca de 5 milhões de reais por mês, teria objetivos políticos, que incluíam a eleição de um senador com o apoio da milícia.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio recebeu denúncias de candidatos que foram impedidos de entrar em comunidades carentes e favelas do Rio, alegado ser determinação de traficantes e milícias que estariam fazendo campanha para candidatos concorrentes.
*com informações da Reuters
Veja também:
Leia mais sobre: Natalino Guimarães

Publicidade
Alerj decide não convocar sessão extraordinária para avaliar prisão de Natalino
Alerj irá se reunir para decidir sobre prisão de Natalino Guimarães
DEM vai expulsar deputado suspeito de envolvimento com milícias no Rio
Ministério Público confirma atuação de milícias na zona Oeste do Rio