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Ele não tem semelhança com o ser humano, diz major sobre suspeito de matar inglesa

31/07 - 13:13 - Felipe Leal, repórter Último Segundo

GOIÂNIA – “Não tem nem descrição para uma pessoa dessas. Ele é totalmente desprovido de Deus e de qualquer semelhança com o ser humano.” Foi assim que o major Cláudio de Oliveira, comandante do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), definiu Mohamed D'Ali Carvalho dos Santos, de 20 anos, suspeito de esfaquear, matar, esquartejar e jogar os pedaços do corpo da estudante inglesa Cara Marie Burg, de 17 anos, dentro de dois rios em Goiânia. Ele foi preso nesta quinta-feira no setor universitário da cidade.

Futura Press
De acordo com o major, o suspeito confessou o crime e disse que resolveu matá-la, pois ela iria contar para seus pais e à polícia que ele era viciado em cocaína. Mohamed não ofereceu resistência à prisão e foi classificado como uma pessoa “extremamente fria”. Ele informou não ter cometido o crime sob o efeito do entorpecente e diz que costuma usar cocaína com freqüência.

“Ele descreveu o ato e desde o primeiro momento não escondeu uma vírgula. Tudo o que ele falou bateu, só não encontramos ainda os restos da moça”, disse o major. Segundo ele, o crime foi cometido por volta das 17h do último sábado, na casa do suspeito, que morava sozinho.

Depois de tê-la esfaqueado e matado, segundo a polícia, o rapaz guardou o corpo de Cara no box do banheiro e foi a uma festa. No domingo, resolveu esquartejá-la para facilitar a retirada do corpo do imóvel. O ato foi feito com uma faca grande com cabo branco, como as de açougueiro, contou Oliveira. Em seguida, colocou o tórax da adolescente em uma mala e jogou dentro do Rio Meia Ponte, na Região Leste de Goiânia.

Não satisfeito, ainda segundo a polícia, dirigiu 60 quilômetros com as outras partes do corpo – membros e cabeça - da vítima no carro e jogou-as em outro rio. Elas ainda não foram encontradas pela PM, que atua com duas equipes e com mergulhadores para tentar localizá-las. O rio, segundo o major, é bastante raso, o que deve facilitar o trabalho da polícia. Os bombeiros auxiliam nas buscas e a polícia científica está no apartamento onde ocorreu o crime.

A faca utilizada no ato foi encontrada dentro de um bueiro na rua da casa do suspeito. Segundo o major, o rapaz conheceu a menina em Londres, em um intercâmbio e não era namorado da garota. “Em depoimento, ele disse que ela estava no Brasil há três meses e vivia com um namorado em uma região próxima à casa dele”, relatou.

Mohamed é goiano e ganhou o nome, pois, segundo o major, seu pai gostava das lutas de boxe do campeão Mohamed D'Ali. Sua mãe e irmão moram em Londres, de acordo com Oliveira. A jovem foi identificada pela família através de duas tatuagens, exibidas em um canal internacional de notícias.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Goiânia. A embaixada britânica em Brasília informou que tomou ciência do caso e está acompanhando o trabalho da polícia de Goiás.

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