21/07 - 16:01 , atualizada às 16:01 21/07 - Redação com Agência Brasil
SÃO PAULO - O vice-presidente José Alencar preferiu nesta segunda-feira não se manifestar sobre as investigações contra o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, realizadas pela Polícia Federal, na Operação Satiagraha.
"Eu preferiria não abordar este assunto, porque da parte do Executivo ela está entregue à Polícia Federal, ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. São três instituições cuidando disso, e eu acho que já suficiente. O que desejamos é que não se encoraje o crime, mas sim quem procura combatê-lo".
José Alencar ressaltou que nesse momento o que é necessário é fortalecer a democracia, que pressupõe o império da lei.
"Todos os brasileiros estão contra o quadro de impunidade. Queremos acabar com a impunidade, e por isso devemos encorajar as instituições que combatem o crime dentro da lei", disse.
O vice-presidente afirmou que não cabia a ele se manifestar se o governo deveria aguardar a conclusão do inquérito para aprovar a incorporação da Brasil Telecom à Oi. "Não adianta eu entrar nisso falando 'eu acho isso ou aquilo', pois há pessoas cuidando desse assunto e que podem falar melhor do que eu".
O Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, fazia parte do consórcio proprietário da Brasil Telecom. Desde que foram fechadas as negociações para a junção das duas empresas, o banqueiro não tem mais nenhuma participação acionária na empresa de telefonia.
O vice-presidente José Alencar deu as declaração no Centro Experimental de Aramar, onde foi conhecer detalhes do programa da Marinha que visa capacitar o país a dominar o ciclo de combustível nuclear e desenvolver uma planta de energia, incluindo a construção de um reator nuclear.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Polícia Federal irá periciar o que estima ser uma tonelada de papéis e equipamentos -resultado das 56 ordens de busca e apreensão cumpridas por cerca de 300 agentes no último dia 8, quando a operação foi deflagrada.
AE

Banqueiro Daniel Dantas
O cronograma de análise desse material será definido, nesta segunda-feira, pelo procurador da República Rodrigo de Grandis e pelo delegado da PF Ricardo Saadi, que assume hoje o comando dos inquéritos no lugar de Protógenes Queiroz.
Ainda segundo o jornal, a Operação Satiagraha foi subdivida em quatro inquéritos, que enfocam diferentes crimes -a maioria dos indícios que embasam cada uma das apurações surgiu nas conversas telefônicas e telemáticas que vinham sendo gravadas pela polícia desde o início de 2007
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