20/07 - 03:14 , atualizada às 03:14 20/07 - Redação com agências
SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) rastreia investimentos feitos pelo banqueiro Daniel Dantas em áreas de mineração no Pará, localizadas em terras de preservação ambiental e em reservas indígenas. O relatório do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, levanta suspeita sobre a "idoneidade dos projetos de exploração de minérios" e faz referência à "grande quantidade de áreas de preservação indígena ou ambiental". Para ele, "há indícios de lavagem de capitais na aplicação desses recursos". As informações são da edição deste domingo do jornal "O Estado de S.Paulo".
| AE/JF Diorio |
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| Dantas deixa a sede da PF nesta sexta |
O Grupo Opportunity admite que possui áreas de mineração na Reserva Biológica de Tapirapé e em áreas indígenas do Estado. Mas também reconhece que não tem autorização para explorá-las e por isso não desenvolve nenhuma atividade nesses territórios.
Durante as investigações da Satiagraha, ficou claro, segundo Protógenes, que a empreitada na área de mineração seria comandada por Dantas, por meio da GME4 (Global Miner Exploration), empresa recém-criada e presidida por Paulo Rogério Campos Magalhães. O Opportunity teria 62% das ações da empresa.
Afastamento de delegado
Neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não interfere nas indicações de delegados que conduzem investigações da Polícia Federal. "Não vou comentar, porque não indico ninguém para entrar na Polícia Federal e não peço a ninguém para sair, é um problema de organização da Polícia Federal", disse Lula, ao ser questionado sobre o afastamento do delegado Protógenes Queiroz da Operação Satiagraha.
| EFE |
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Banqueiro indiciado
O banqueiro Daniel Dantas e mais nove pessoas ligadas ao Grupo Opportunity foram indiciados, na última sexta-feira, por formação de quadrilha e gestão fraudulenta, segundo o advogado Nélio Machado.
O indiciamento foi feito pelo delegado Protógenes Queiroz, que, após a saída, do banqueiro leu uma carta onde diz que deixa o caso "cumprindo determinação" do presidente Lula e de superiores.
(Com informações da BBC Brasil)
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