18/07 - 08:24 - Agência Estado

O Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Federal cruzou as informações obtidas pela fiscalização do Banco Central no Opportunity - que resultou em processo administrativo - com dados do disco rígido do banco apreendido pela Operação Chacal, em 2004, e encontrou uma triangulação característica de lavagem de dinheiro. A partir de uma conta do banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Opportunity, R$ 37 milhões tiveram como destino uma empresa cujo principal sócio é o Opportunity Fund, baseado nas Ilhas Cayman, que seria controlado pelo próprio Dantas.
Segundo relatório do IC, a empresa Topázio Participações Ltda. recebeu de Dantas, em 29 de maio de 2005, um crédito de R$ 37,69 milhões. Na mesma data, a Topázio transferiu pouco mais de R$ 37,415 milhões para a empresa Parcom Participações S/A, cujos principais sócios, conforme organograma obtido pelos agentes federais, são o Opportunity Fund e a Fortpart S/A. Com isso, o dinheiro de Dantas, que seria de origem ilícita, teria sido lavado e retornado indiretamente às suas mãos. A Parcom e a Fortpart são consideradas pela PF "empresas de prateleira", e tinham como diretora Verônica Dantas, irmã de Daniel. 
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