17/07 - 14:36 , atualizada às 16:48 17/07 - Redação
RIO DE JANEIRO – O quadro de saúde de Lariene Aparecida Andrade, de três anos, é estável, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde. A menina foi baleada na perna direita na noite desta quarta-feira durante uma operação da polícia no conjunto habitacional Cruzada São Sebastião, no Leblon, zona Sul do Rio. Lariene permanece internada e em observação no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. O pai da menina, o ambulante Jefferson Silva Andrade, de 28 anos, morreu durante o tiroteio e será enterrado no cemitério São João Batista, em Botafogo.
Mais duas pessoas ficaram feridas no confronto e também foram encaminhadas para o Hospital Miguel Couto. Uma moradora do conjunto habitacional, identificada com Vera, foi atingida por estilhaços de bala, mas já foi liberada e passa bem. O policial civil Charies Berute foi atingido no tórax, nas nádegas, no braço, na perna e na pélvis. Ele foi operado e passa bem. O agente foi transferido para o Hospital Mário Leoni, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com a polícia, dois suspeitos foram baleados durante o tiroteio, mas conseguiram fugir.
Operação
Policiais da 14ª DP (Leblon) foram ao conjunto habitacional Cruzada São Sebastião na noite desta quarta-feira após receberem uma denúncia informando que traficantes da Favela da Rocinha iriam invadir a comunidade. A região é considerada ponto estratégico para a ação dos criminosos. Ao chegarem na Cruzada, os agentes foram surpreendidos por muitos traficantes da Rocinha, que já haviam tomado parte do conjunto.
Na troca de tiros, o ambulante Jefferson Silva Andrade foi baleado no pescoço, na barriga e em uma das pernas. A vítima foi atingida ao tentar proteger a filha de três anos que estava com ela. O ambulante não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A filha foi atingida na perna direita. Além deles, mais quatro pessoas ficaram feridas, sendo uma moradora, um policial e dois suspeitos.
Após o tiroteio, cerca de 20 policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do 23º BPM cercaram a delegacia para evitar invasões e manifestações de moradores. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) fizeram perícia no local do crime e todas as armas dos policiais foram recolhidas, para saber se partiram delas as balas que atingiram os inocentes.
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