16/07 - 00:09, atualizada às 08:37 16/07 - Redação
BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou na noite de terça-feira o pedido para que a liminar concedida na semana passada em favor da liberdade do banqueiro Daniel Dantas fosse estendida para Humberto da Rocha Braz e Hugo Chicaroni.
Supostos braços-direitos de Dantas e os últimos que ainda seguem presos na Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal, ambos vão continuar cumprindo prisão preventiva, segundo informações do STF. Chicaroni está preso desde a última terça-feira (8), quando a operação foi deflagrada. Braz estava foragido e se entregou à polícia no domingo (13).
“A prisão preventiva decretada em desfavor dos atuais requerentes (Braz e Chicaroni) fundamenta-se em situação fática distinta daquela apreciada em favor do paciente (Daniel Dantas)”, justificou o presidente do STF em sua decisão.
Segundo Gilmar Mendes, a prisão de Braz e Chicaroni, decretada pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, “tem como base investigações e procedimento de ação controlada que sugerem, em tese, a participação direta e imediata em atos voltados a obstruir o desenvolvimento da investigação criminal”.
Eles são acusados da tentativa de suborno de delegado da Polícia Federal que investigava Daniel Dantas para retirá-lo das investigações.
Leia também:
Leia mais sobre: Humberto Braz - Daniel Dantas

Publicidade
CPI adia para dia 16 convocação de delegado responsável pela Operação Satiagraha
"Quem sou eu para falar alguma coisa", diz Alencar em relação à decisão do STF