16/07 - 17:44, atualizada às 01:11 17/07 - Redação
SÃO PAULO - O juiz federal Fausto Martins De Sanctis, da 6ª Vara Criminal, em São Paulo, recebeu nesta quarta-feira denúnia do Ministério Público e da Polícia Federal contra o banqueiro Daniel Dantas, o consultor e ex-presidente da Brasil Telecom, Humberto Braz, e o professor universitário Hugo Chicaroni por corrupção ativa. Dantas, Braz e Chicaroni passam a ser considerados réus no processo que investiga uma suposta tentativa de suborno de um delegado durante as investigações da Operação Satiagraha.
Nesta quarta-feira, o advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, afirmou que pediu à Justiça Federal o afastamento do juiz Fausto De Sanctis do julgamento das ações relacionadas à operação.
Sanctis determinou também que o primeiro a ser ouvido será Chicaroni no dia 5 de agosto, às 13h. Braz dará seu depoimento no dia 6, às 13h. Dantas será o último a ser ouvido pela Justiça, no dia 7, às 13h.
A PF e o Ministério Público Federal (MPF) acusam Dantas de oferecer 1 milhão de dólares a um delegado para fazer com que os nomes dele e de outras duas pessoas fossem excluídos das investigações. Dantas também queria que a polícia abrisse inquérito contra um antigo adversário, segundo a PF.
CPI dos Grampos
Nesta quarta-feira, a CPI das Escutas Telefônicas da Câmara aprovou a convocação do banqueiro Daniel Dantas. O depoimento ainda não foi agendado e só deve ocorrer após o recesso parlamentar que começa no fim desta semana e vai até agosto.
Preso duas vezes na semana passada, Dantas foi libertado por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A PF acusa o banqueiro de ter cometido os crimes de formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, suspeita de espionagem e tentativa de corrupção.
Segundo o presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), autor do requerimento de convocação, a comissão quer confirmar se existem indícios ou práticas de grampos criminosos por parte do grupo de Daniel Dantas.
O banqueiro é suspeito de encomendar o monitoramento de telefonemas de ex-integrantes do governo, como o ex-ministro Luiz Gushiken, por meio da empresa Kroll.
A CPI quer ainda que ele esclareça a acusação de crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e evasão de divisas, além de pagamento de suborno a policiais.
A CPI aprovou também a convocação do delegado da PF Protógenes Queiroz, que comandou as investigações e foi afastado do caso, e do juiz Fausto de Sanctis, autor dos pedidos de prisão do banqueiro.
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