14/07 - 15:02, atualizada às 15:33 14/07 - Redação
RIO DE JANEIRO – Um relatório preliminar do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira, mostra que houve uma redução média de 24% nas operações de resgate de 14 unidades do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) desde a entrada em vigor da Lei Seca. Essas unidades, que cobrem uma população de 25,3 milhões de pessoas, foram as primeiras a enviar os dados ao ministério, que iniciou um levantamento junto a todos os 144 SAMUs do país para medir a eficácia da nova lei na redução dos acidentes de trânsito.
| Luís Oliveira/MS |
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| Lei seca reduziu atendimentos do SAMU |
Os acidentes de trânsito têm um peso significativo nos atendimentos do SAMU. Em Brasília, por exemplo, 45% dos resgates são para atendimento a ocorrências de trauma, das quais 60% estão relacionadas a acidentes de trânsito. Dessa forma, a Coordenação-Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde avalia que a nova legislação trouxe um ganho operacional para o serviço. Com a redução dos acidentes, o SAMU poderá agilizar os atendimentos a ocorrências de outras naturezas, como casos de mal súbito, intoxicação, parto e queimadura.
As 144 unidades do SAMU estão implantadas em 1.150 municípios, incluindo todas as capitais brasileiras. A população coberta pelo serviço é de 101 milhões de pessoas. As atribuições do SAMU vão além das operações de resgate, como mostra o recém-iniciado levantamento sobre o impacto da chamada lei seca na violência do trânsito. Neste caso, o SAMU funciona como um termômetro da situação.
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