11/07 - 18:31 - Redação com Agência Brasil
BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou nesta sexta-feira que o trabalho da Polícia Federal foi bem feito, mas que não cabe à Polícia Federal nem ao ministério avaliar se Dantas deve ou não ser mantido na prisão. "Nosso trabalho está feito. O inquérito está muito bem-sucedido, a articulação das pessoas envolvidas no delito está implodida", disse. "A questão de prender e soltar é do Judiciário".
Segundo o ministro, a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, faz parte do jogo jurídico. "A legislação processual brasileira dá possibilidade de interpretações diferentes a respeito da prisão preventiva e da prisão provisória", disse o ministro.
Intrigas
| Antônio Cruz/ABr |
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| O diretor-geral da PF e o ministro da Justiça |
Na manhã desta sexta, antes da decisão do STF, Genro admitiu estar havendo tentativa de intriga entre a Polícia Federal (PF) e o ministro Gilmar Mendes. Ele comentou as denúncias de que a Polícia Federal, autorizada pelo juiz Fausto de Sanctis, teria colocado escutas telefônicas no STF.
“Eu conversei com o Gilmar e ele me disse ser esta a informação, de que tem alguém, que não se sabe quem, que está plantando uma intriga”, disse.
Tarso Genro descartou que a PF tenha investigado o presidente do STF. “Liguei para ele e ele confirmou que jamais faria isso”, afirmou.
O ministro explicou que um juiz federal não pode determinar a vigilância de um ministro do Supremo, só outro ministro poderia fazê-lo. E, em segundo lugar, a PF não poderia cumprir esta ordem, seria uma ordem ilegal. O ministro falou durante a posse de novos agentes PF em Sobradinho, no Distrito Federal.
O diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, também negou estar havendo vigilância do Supremo e disse que “não há nada para apurar, já que não houve isso por parte da PF”. “Isso é uma das tantas fofocas em torno dessa operação”, reforçou.
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