10/07 - 14:47, atualizada às 15:08 10/07 - Redação com agências
BRASÍLIA - Os advogados do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do investidor Naji Nahas encaminharam, nesta quinta-feira, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que seja estendido aos seus clientes o direito ao habeas-corpus concedido na quarta-feira ao sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, à sua irmã, Verônica, e a nove funcionários do banco.
| AE |
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| Celso Pitta ao ser preso na terça-feira |
Dantas, Pitta, Nahas e mais 14 pessoas foram presos pela PF na Operação Satiagraha, deflagrada na terça-feira para desbaratar um suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro (entenda a operação).
Dantas deixa prisão
Por volta das 5h30 desta madrugada, Dantas deixou a sede da Polícia Federal na Lapa, em São Paulo. O carro no qual o banqueiro saiu do prédio da PF era dirigido por uma mulher, que estacionou o veículo no pátio, onde o banqueiro a aguardava.
O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu o pedido de habeas-corpus na noite de quarta-feira em favor de Dantas e de sua irmã Verônica Dantas.
O alvará de soltura também foi concedido a outros sete presos: Daniele Silbergleid Ninnio; Arthur Joaquim de Carvalho; Eduardo Penido Monteiro; Dório Ferman; Itamar Benigno Filho; Norberto Aguiar Tomaz; Maria Amália Delfim de Melo Coutrin. Eles saíram em outros dois veículos, um Corolla Fielder e um Mercedes-Benz com vidros escuros.
Foram beneficiados por habeas-corpus preventivo Rodrigo Bhering de Andrade e o sócio e vice-presidente do banco Opportunity, Carlos Bernardo Torres Rodemburg, que não chegaram a ser presos.
Tarso defende Polícia Federal
| Agência Brasil |
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| Genro volta a defender atuação da PF |
Os elogios do ministro da Justiça à PF foram feitos em um evento na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, onde Genro discursou para autoridades policiais de outros países e mandou um recado sutil aos críticos da instituição dizendo que um regime democrático não sobrevive sem uma polícia comprometida com o Estado de Direito e com o combate à corrupção.
“Tenho orgulho da Polícia Federal por sua retidão, postura republicana e respeito aos direitos humanos, aos direitos civis e individuais”, afirmou o ministro perante as autoridades estrangeiras.
Depois do evento, Genro classificou o discurso como um “prestigiamento” à ação da PF e não um desagravo. “Estamos em um momento importante do País em que não há mais intocáveis. Antes, alguns privilegiados estavam acima da cidadania, eram considerados intocáveis”, comentou.
(*com informações da Agência Estado)
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