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Relator do mensalão comemora prisões e diz que há mais crimes a investigar

08/07 - 12:55, atualizada às 13:06 08/07 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - A prisão do banqueiro Daniel Dantas representa o quanto a CPI mista dos Correios – que em 2005 investigou o esquema do mensalão – deu frutos, diferentemente de outras CPIs que acabaram em “pizza”. Foi assim que o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI, comemorou a ação da Polícia Federal, mas ressaltou que essa é apenas mais uma vertente do mensalão e que há outras ramificações a serem apuradas.


Osmar Serraglio disse que a detenção feita pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira lhe deu “a sensação de dever cumprido”. Ele sofreu muitas pressões políticas na época em que elaborou o relatório conclusivo da CPI dos Correios – enviado a instituições como Ministério Público (MP) e Polícia Federal (PF) –, mas em seu texto pediu o indiciamento de Daniel Dantas entre os suspeitos de participação no mensalão.

“Fala-se muito que as CPIs acabam em pizza, e estamos demonstrando que nosso trabalho teve conseqüências, com a responsabilização dos envolvidos”, comentou Serraglio.

O deputado contou que houve muitas dificuldades para apurar as fraudes ocorridas entre as empresas comandadas por Dantas e o grupo de publicidade dirigido por Marcos Valério, processado no Supremo Tribunal Federal (STF) como o mentor “financeiro” do mensalão. Na época, Valério teria feito uma “ponte” entre o banqueiro e a cúpula petista, que na época não tinham boas relações. O suposto objetivo seria viabilizar negócios de Dantas que dependiam da atuação governamental.

“O que apuramos foi que Marcos Valério agradava Daniel Dantas na medida em que o aproximava de pessoas como o tesoureiro do PT, Delúbio Soares”, disse Osmar Serraglio, para depois acrescentar que, em troca, “Daniel Dantas contratou as empresas de Marcos Valério para prestar publicidade” de forma irregular.

“Depois do afastamento de Daniel Dantas, sua própria empresa disse que serviços remunerados ao grupo Marcos Valério não foram prestados, e houve depois o episódio de notas fiscais da empresa queimadas em Contagem (MG)”, relembrou Serraglio.

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