08/07 - 14:19, atualizada às 15:40 08/07 - Reuters
SÃO PAULO - O banqueiro Daniel Dantas, preso nesta terça-feira pela Polícia Federal, tentou subornar um delegado da PF para evitar as investigações que levaram à sua prisão, acusou o Ministério Público Federal.
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| Daniel Dantas chega à sede da PF no Rio |
De acordo com os promotores, o fato foi informado ao juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que autorizou que os contatos entre o delegado e os intermediários continuassem sem que fosse dado o flagrante de corrupção. O objetivo seria a obtenção de mais provas.
O delegado da PF teria chegado a receber R$ 129 mil dos intermediários do banqueiro.
A PF e o MPF informaram que irão apurar o vazamento de informações sigilosas, que teriam levado Dantas a tentar o suborno do delegado.
A operação Satiagraha, que resultou na prisão de Dantas, contou com a participação de 300 policiais federais nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Salvador.
O investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta também foram presos na Operação Satiagraha realizada pela Polícia Federal. Além dele, foram detidos diretores do Opportunity e doleiros. A polícia cumpre 24 mandados de prisão e 56 ordens de busca e apreensão.
O Ministério Público informou que também pediu a prisão do ex-deputado federal pelo PT paulista Luiz Eduardo Greenhalg, por suposta participação na 'organização criminosa de Dantas'. O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz.
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