08/07 - 13:10 - Yuri Ikeda
BRASÍLIA - Depois de uma semana de greve, os funcionários farão uma passeata em direção ao Congresso Nacional na tarde desta terça-feira (8). Lá, eles permanecerão por cerca de três horas e pretendem falar com deputados e senadores para reivindicar seus direitos.
“A nossa única esperança é que o Presidente da República resolva este caso”, explica Moyses Leme, membro do sindicato de Brasília. Sobre a reunião de conciliação que ocorreu nesta segunda-feira (7), Leme conta que “a empresa foi enfática: 'não negociamos nada'”. Os Correios haviam sugerido o fim da paralisação, mas os funcionários não concordaram e a greve continua.
A empresa divulgou um comunicado dizendo que já pagou um abono emergencial a 43.988 carteiros e beneficiou 57.951 empregados com abonos em adicionais. “O impacto na folha de pagamento será de mais R$ 390 milhões ao ano, sem contar os reajustes, no próximo mês, em razão das negociações da data-base”, diz a carta.
No próximo dia 15 já está marcado um sorteio de um relator para que o caso seja julgado. Segundo a ECT, o número de funcionários que aderiram à paralisação caiu de 35% para 34%. De acordo com o sindicato, este número chega a quase 50%. Com a greve, cerca de 50 milhões de cartas e encomendas estão retidas. Os Correios recebem 33 milhões de objetos diariamente.
A reivindicação começou no último dia 1º com o pedido de reformulação do plano de cargos e de carreiras, além de incorporação do adicional de risco (30% sobre o salário dos carteiros) e um piso salarial de R$1119. Segundo os funcionários, 13 mil trabalhadores detêm 70% da folha de pagamento. Os outros 30% são divididos entre 95 mil empregados.

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