07/07 - 19:37, atualizada às 19:40 07/07 - Redação
BRASÍLIA – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) divulgou em nota oficial, nesta segunda-feira, que empenhou todos os esforços no sentido de atender as reivindicações de seus empregados, sem ferir a legislação e sem compromete a sobrevivência da estatal.
Segundo o comunicado, a empresa pagou numa primeira etapa um abono emergencial a 43.988 carteiros. Em junho, transformou o abono em adicionais por trabalhos externos e por atividade em guichê em agências de correios, contemplando 57.951 empregados.
De acordo com a estatal, o impacto na folha de pagamento será de mais de R$ 390 milhões ao ano, sem contar os reajustes, no próximo mês, em razão das negociações da data-base. A nota ressalta ainda que os ganhos dos empregados da ECT entre 2003 e 2007, em especial os de nível básico e médio, foram superiores aos reajustes do salário mínimo e do INPC.
Sobre a reivindicação dos sindicalistas a respeito dos benefícios, segundo a ECT, os empregados contam com plano de saúde, plano de previdência privada e um plano de cargos e salários que possibilita a ascensão profissional.
Adesão à greve
O sindicato de Brasília confirmou nesta segunda-feira que somente 30% do efetivo estão trabalhando na capital federal. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou a liminar que determina um efetivo mínimo de 50% em cada unidade de Correios. Os sindicalistas dizem que irão arcar com a multa e querem que a estatal comprove a real necessidade de se estabelecer um efetivo de 50%.
Eles irão se reunir nesta terça-feira, às 9h, em frente ao Ministério das Comunicações para mais um protesto. Os manifestantes esperam fortalecer as assembléias com o maior número de pessoas possível e irão buscar o apoio de parlamentares para conseguir uma audiência com o presidente Lula.
Greve em SP
O sindicato da classe em São Paulo também não está cumprindo a determinação do TST. Segundo os sindicalistas, 75% do efetivo permanece paralisado. Eles estão programando mais um manifesto para esta terça-feira em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo.
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