02/07 - 17:54, atualizada às 17:54 02/07 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
SÃO PAULO - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, acusado pela Polícia Federal, na operação Santa Tereza, de participar de um suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), quer que o presidente da instituição financeira, Luciano Coutinho, seja sua testemunha de defesa no processo de cassação de mandato que responde na Câmara Federal.
| Agência Brasil |
![]() |
| Paulinho quer presidente do BNDES na defesa |
Apesar de não fazer referência ao tipo de depoimento que espera de Coutinho, Paulinho, num trecho de sua defesa, nega qualquer tipo de ingerência na liberação de recursos do BNDES e reproduz nota oficial do Banco.
Nela consta que "todos os projetos do BNDES, em toda e qualquer área ou setor, passam pelos procedimentos detalhados (...) Esse processo envolve mais de 30 funcionários e diferentes órgãos colegiados".
Tal como com Coutinho, Paulinho não explica porque convida o ministro Miguel Jorge, nem as outras duas testemunhas. Em sua defesa ele destaca que todas as acusações que pesam sobre si provém de matérias jornalísticas e que nunca nenhum tipo de documento comprobatório foi apresentado.
O documento alega que Paulinho está sofrendo um "inquérito jornalístico" e ironiza as acusações dizendo que denúncias constantes em matérias jornalísticas e não documentos produzidos por órgãos estatais investidos de atribuição legal para formulá-las acaba gerando uma "extraordinária pérola jurídica".
O deputado Paulinho será ouvido pelo Conselho de Ética na Câmara na próxima terça-feira. As testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação só devem ser ouvidas em agosto, após o recesso parlamentar.
Leia mais sobre: Operação Santa Tereza - Paulinho da Força

Publicidade
BNDES deve apresentar relatório de auditoria sobre suspeita de fraude em até 10 dias, diz Coutinho