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Após queda de 20% nas vendas, bares tentam reverter “lei seca” em 3 capitais

01/07 - 17:51, atualizada às 21:36 01/07 - Redação

SÃO PAULO - Sindicatos dos Hotéis, Bares e Restaurantes da São Paulo, Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC) estão trabalhando para entrar com ação jurídica e administrativa na Justiça que flexibilize a quantidade máxima de álcool no sangue dos motoristas. A nova lei aprovada não permite mais que 2 decigramas de álcool por litro de sangue - o equivalente a um chope ou dois bombons de licor.


A justificativa que será apresentada à Justiça é de que o Brasil deve alinhar-se ao padrão da maioria dos paises do mundo, que têm média de 6 decigramas de álcool por litro de sangue. Os EUA são mais flexíveis, e aceitam 8 decigramas. Em São Paulo, a “lei seca” já reduziu o consumo de álcool em 20% nos bares e restaurantes, segundo estimativa do sindicato.

De acordo com a antiga lei, o Brasil seguia o padrão mundial, argumentam os donos de bares. O motorista poderia apresentar 0,6% de álcool por litro de sangue. "A diferença", segundo o Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de São Paulo, “é que não havia fiscalização. Nossa proposta é que se mantenha a fiscalização, mas que a tolerância seja a mesma do resto do mundo”.

Segundo o sindicato, na prática, “qualquer quantidade de álcool tornou-se criminosa para o motorista”. O Sindicato de São Paulo está reunido neste momento para estudar o caso e formular pedido jurídico “mais cabível”.





 

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